Nunca olhar para trás?

[Speed - Angra. Realmente esse álbum mostra como o Matos pode cantar absurdamente... e essa faixa é um exemplo disso. Primeiro parece ser uma faixa sem maiores méritos, mas lá pelos 4 minutos e 45 segundos... uma palavra: CREDO]

E como vão vocês todos? Se divertindo?

Aqui no santuário (sim, comparado aos tempos de aula, minha casa e cidade natal são santuários) tudo na perfeita ordem. Claro, essa ordem/normalidade tem outro nome: TÉDIO.

Mas caminho ativamente para mudar isso. Voltando a acordar cedo e estudar, mas nada muito violento. Só para tirar o pó e manter a energia fluindo.

Vejo-os no posfácio

***

[Hoje farei algo diferente aqui no Shooter. Hoje é dia de olhar para trás, avaliar como as coisas eram e como são. Então resolvi postar um texto muito velho meu, um trabalho de Filosofia do primeiro ano do ensino médio de Filosofia da Ciência abordando a história do Monstro de Frankenstein. Foi o primeiro texto que me orgulhei de ter escrito, mas lendo-o hoje vejo como mudei. Leiam se tiverem paciência para tanto.]


"O ROMANCE:

Frankenstein. Este nome nos traz lembranças. Para alguns de nós, representa um monstro com parafusos no pescoço, mas para outros representa uma das maiores obras da literatura. Escrito por Mary Shelley em 1816, desperta-nos até hoje questões a respeito dos mais variados temas, entre eles, religião e ética, que tanto na época quanto agora no mínimo incomodam.

O doutor Victor Frankenstein, quando cria sua criatura, esbarra em várias regras, sejam elas seculares ou divinas.

Frankenstein, na tentativa de satisfazer seu ego, desafia Deus e a moral, e não pensa nas conseqüências da experiência.

Por esse motivo, Frankenstein foi um livro marcante para a época, pois, assim como o “Médico e o Monstro” (Robert L. Stevenson,) e “O Homem Invisível” (H.G.Wells ) mostra como antagonista, não uma baleia como Moby Dick (Herman Melville) ou Deuses antigos como Cthulhu (H.P. Lovecraft), mas sim o pior dos monstros: o ser humano e sua personalidade assombrosa. Contudo, esta é a questão real: Quem realmente é o vilão?

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Da criação e da ética:

“Acaso, ó Criador, pedi que do barro

Me moldasses homem? Porventura pedi

Que das trevas me erguesses?”

John Milton

Paraíso Perdido, X, 743-5

O monstro de Frankenstein é um golem de carne. Uma criatura artificial criada pelo homem. Um ser não-natural criado sem a interferência direta de deus. Neste ponto um golem pouco se difere de um clone ou de um replicante (Blade Runner; Ridley Scott). Nos casos citados, se questiona a ética através da pergunta: Até onde vai o domínio da ética sobre a criação humana?

A criação humana se manifesta das mais diversas formas, e toda ela está envolvida na busca por conhecimento. Seria essa busca regulada pelo bem-comum. como disse Rousseau? Ou como diz Protágoras, a medida única seria apenas o homem e nada mais?

A questão remonta a outra ainda mais abrangente: O que levaria o homem à busca de conhecimento? Talvez o fato de pôr sob seu comando algo desconhecido dê ao ser humano uma falsa sensação de poder. Daí pode-se concluir que então o homem busca o conhecimento unicamente para dominar. Então, o sentimento humano que guia a produção científica seria o egoísmo e a ambição, e não o filantropismo (O que seria certo, segundo alguns). No entando, dessa forma, seria justificável sacrificar valores éticos em prol do conhecimento. A questão mais delicada (pelo menos, a meu ver) seria o fato de que a criatura, enquanto inteligente, teria pensamentos, conseqüentemente, consciência. Então, teria consciência de sua origem, seu criador? A mente de um construto funcionaria da mesma forma que a de uma criação natural? Ela teria certeza de sua individualidade?

As criações literárias sempre levaram em conta o horror que o “monstro” provocaria nas pessoas ao redor, mas alguém pensou no “monstro” e seus sentimentos e seus pensamentos? Em Frankenstein, isso fica claro quando a criatura é rejeitada pelo mundo (Incluindo seu “Pai”) e percebe que sua desgraça pertence somente a ele, que não tem igual no mundo. É justo que os sentimentos de uma criatura inteligente sejam espezinhados desse jeito? Não seria cruel saber que você é na realidade um experimento rejeitado composto por partes de assassinos?

As implicações psicológicas dessa constatação são incomensuráveis. É desumano causar tamanho sofrimento a outra criatura.

Até onde vai o limite da ética referente à busca de “matéria-prima”? Em Frankenstein, são utilizados cadáveres humanos. Isso seria correto? No entanto, cadáveres, partindo do princípio que estão mortos, não têm mais direitos como seres humanos. Se assim for, qualquer “peça” poderia ser usada, bastando que não seja mais parte integrante de um ser vivo... Porém, isso gera problemas. O homem passou um grande degrau na escada evolutiva depois que desenvolveu respeito pelos seus mortos e passou a enterrá-los, a respeitá-los. Então, assim que profanarmos os nossos mortos, regredimos na escala evolutiva. Regredir para avançar? Antitético, não? Outra questão recente em que se pode usar uma linha de raciocínio semelhante é o dilema da clonagem. Seja para fins terapêuticos ou não, a clonagem choca-se com praticamente todo o mundo cristão. Nesse caso, a profanação seria maior, devido ao fato de serem utilizados, ao invés de mortos, “pessoas” vivas. Encontramos aí a questão da validade do construto enquanto ser vivo. Todavia, esse assunto será abordado mais adiante. Por enquanto, vamos partir do pressuposto católico de que um embrião em suas fases iniciais é considerado um ser vivo. Neste ponto, teríamos então, além do ato sacrílego, um homicídio-----------, pois uma vida seria exterminada a favor de outrem. Seria um exemplo de solidariedade, se não fosse o fato de que a “vítima” não tem meios de defesa viáveis. Sequer teria consciência real do ato. Seria justificado usar uma vida para salvar outra? Aproveitaria-se de um erro para compensar outro?

Os chamados “erros” que a ciência comete em sua busca pela verdade são plenamente justificados pelo fato de que a aquisição de conhecimento é um dos caminhos evolutivos da espécie humana. A capacidade de intelecto e raciocínio e, sobretudo, o livre-arbítrio são fatores que diferenciam-nos das demais criações e, por esse motivo, devem ser preservados. Todo método é válido e toda ação plenamente justificável dentro deste contexto. Apenas faz-se necessário perceber que nem todos podem ser beneficiados em todas as ocasiões, e que, para que haja progresso, são necessárias perdas. Sacrifícios têm de ser feitos em favor do bem maior: a aquisição de conhecimento. Os chamados “limites”, “escrúpulos”, são dispensáveis.

Entretanto, jamais o homem deve se esquecer do fato de que, como diz a música, “O mundo dá voltas”. Jamais deve se esquecer do erro primordial, seja de Frankenstein ou Jekyll; deve-se sempre pensar nas conseqüências que a inconseqüência traz, pois, nesse caso, o sacrifício seria demasiado para a grandeza da obra. A relação custo-benefício darwiniana mostraria sua face."


***

Bem, primeiro desculpas sinceras aos leitores do Shooter por ter posto aqui esse texto idiota. Sim porque embora ainda tenha um carinho muito grande por ele, eu vejo como era tosco... o texto inteiro é muito pedante, cheio de referências que quase dizem "olha tia, eu tenho conhecimentos culturais"! Desprovido de conteúdo real...

¬¬

É que hoje estou em um dia bastante vazio. De conteúdo e de mim mesmo. Sorte que tenho um banco de dados maior que os dos outros Shooters, então tenho textos reservas para dias assim (vantagens de se ser o Boss :P)

No mais senhores leitores, até sexta com o post do X.
Nos vemos denovo na Quarta que vem com, prometo, um post INÉDITO

Até para mim

See ya

[No Pain for the Dead - Angra. Eu quando cantei no show, cantei as partes da Sabrine... (quem conhece a música vai ter motivos para rir de mim ahauahau)]


8 comentários:

Clementine said...

Ridiculo, eu tenho pena de vc imitando a Sabrine. Uauhhuahuahuauha mentira, eu ri.

No mais, já comentei o que achei do texto, deveria se orgulhar (você disse que se orgulhava no texto nao disse? ah, bom, esquece xD)

:) nao foi tao ruim assim, vai

Clementine said...

eu fui a primeira! uahhuahuahuahuhuauhahuahuhuahuahua




:D

Elle said...

eu nao gostei mt de Frankenstein qnd li nao.... acho q me deixou mt amargurada msm... pq eu detesto gente inconsequente, me irrita haeuhaue[

ja basta eu bebada...

enfim, eu acho q pra texto de primeiro ano ta bem bom isso ai, meio prolixo mas ta legal!

q bom q a gente cresce, pq eu nem quero ver qq eu escrevia com 15 anos aheueahuaehuahe

e engraçado, pq meu post no fotolog eh de uma foto de um debate sobre "transgenicos na atualidade".. meu grupo era o contra e ganhou! \o/

eu sou contra usar agora de forma aberta... mas sou total a favor desse uso na medicina com o refinamento da tecnologia.... ate por questao religiosa, mas ai ja eh um papo pra outro lugar, nao um comment!


beijo pros shooters!

Renan Cortez said...

é...no meu primeiro ano eu mal sabia escrever meu nome...

Troubleshooter#-2 said...

Ei, o texto era bom, vai.. melhor que oque você vem escrevendo, pelo menos... seria bom se você unisse o velho estilo com sua atual paranóia em ser conciso...

Ah, aliás, não, melhor não... seria ruim pra mim. Afinal, seria mais difícil te derrotar!

metallica_kirk_hammett said...

Veja pelo lado bom: Você evoluiu e hoje vê como esse texto é "ruim", já que hoje você o enxerga com outros olhos, estes, mais amadurecidos é claro.

Eu também quando lembro de coisas passadas acabo pensando: Porra, eu realmente fiz isso?

Mas o jogo é esse, evoluir, olhar pra trás, e enxergar que hoje você é melhor do que era ontem, e que, amanhã será melhor do que hoje, e que depois de amanhã você será melhor do que amanhã, e mês que vem você será melhor que esse mês, que ano que vem você será melhor do que esse ano, e assim por diante...

Ou seja, você só será foda quando estiver prestes a morrer, porque o amanhã não vai existir já que você morrerá no hoje. (não HOJE, é claro rs)

Se tiver forças pra comemorar sua fase NECRO-FODA, comemore, se não tiver, morra logo porque os aparelhos médicos gastam energia elétrica e o planeta está aquecendo muito rápido, pense nas futuras gerações, egoísta!

Desconsidere o texto caso creia em reencarnação.

Aí sim, toda vez que lembrar da sua vida passada você vai pensar: porra, que merda de texto que eu escrevi quando eu era "fulano"... Se bem que eu melhorei um pouquinho quando fui o "ciclano", mas mesmo assim estava uma bosta! Vamos ver se agora vai.

Levando em conta que é tudo eterno, prepare-se para sempre olhar pra trás e pensar: Nossa, quanta cagada!

Mas tem um porém. Se não fossem os seus textos ruins, não existiriam os seus futuros textos bons. Então, delicie-se com seus textos, mesmos os ruins, porque se não fossem eles, você não teria capacidade, discernimento, conteúdo e evolução para escrever os bons.

Sacou? Blz então...

(Texto bom né? rs)

Dante22 said...

Caro Sr.

Gostei de seu trabalho, vc tem um grande talento para escrever, pena q vc eh mto arrogante!!!
mais vc gosta, fazer o q, neh?

Frankenstein soh me faz lembrar q nós somos a droga do mundo, com nossa sede de poder, destruimos, matamos, soh para ter o maldito poder!!!

"Pobre de nós, raça de bastardos imundos"
(nossa to poético demais)

Pq os macacos não fugiram do monolito?
se não tivessem tocado o mundo estaria a salvo!!!

Yumejin said...

Aye, aye, não importa quem leu primeiro aqui nesse blog. Eu li primeiro os dois textos que eu já tinha visto, hun?

Lembrou dos meus comentários? Demoraram, mas saíram. Estão aí, contigo, ainda?

De qualquer forma, muito tempo se passou desde então. Eu envelheci, você também, então, nós mudamos. Agora, somos de identidades diferentes. Quem sabe, no futuro, não vejamos apenas a repetição do passado. Falando nisso...