Olá, como vão todos os leitores?
Fico feliz em saber que vocês gostaram do meu último post , tentarei continuar escrevendo mais posts de boa qualidade!
Não consegui pensar em nada envolvendo zumbis e/ou ornitorrincos mutantes superinteligentes armados com moto-serras no lugar da cauda (bom, até consegui, só não ficou muito coerente...). Assim sendo, sinto muito, mas não poderei cumprir essa idéia.
Eu provavelmente escreverei mais um conto bizarro, que não envolva nenhum dos personagens citados acima.
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O Homem acordou. Estava coberto de suor e seu cabelo completamente desgrenhado. Seu quarto, em tons de cinza, era iluminado apenas por um pálido feixe de luz que passava através da cortina.O homem esfregou os olhos e olhou para o relógio ao lado da cama... não conseguiu enxergar nitidamente. Esfregou novamente , eram seis e meia da manhã.O Homem saiu do quarto e caminhou até o banheiro, uma sensação incômoda de que algo lhe faltava percorreu seu corpo enquanto andava até lá. Tomou um banho e, ao sair, se olhou no espelho e então percebeu, ele era apenas metade do que deveria ser.
Essa não era uma noção que incomodava muito o Homem , estava acostumado a se sentir como apenas um meio-homem , agora que realmente era apenas meio Homem era como se tudo estivesse certo . Para o Homem tudo tinha de fazer algum sentido, logo era mais fácil se conformar com a perda da sua metade do que se perguntar o porque da perda.
As roupas do Homem não pareciam mais dele. Eram largas, desconfortáveis porém necessárias . Ele se sentia um completo estranho dentro daquelas roupas, mas também sempre se sentiu estranho consigo mesmo, esperava poder se acostumar com elas assim como esperava se acostumar consigo mesmo.
O Homem não dirigiu naquele dia, preferiu ir de ônibus, olhar aquelas pessoas completas passando dentro do ônibus e pela rua, muitas delas provavelmente também se sentiam como metades, só não demostravam isso da mesma forma que o Homem. O Homem se sentia superior por ser uma metade e não precisar mais de disfarçar sua "metadês" com certa completude, como muitas das pessoas faziam.
Ao chegar ao local de trabalho ninguém se espantou com a nova identidade do Homem como apenas uma metade , ele era uma metade a muito tempo apesar de nunca expressar sua verdadeira identidade antes. O Homem se sentiu incomodado com isso, gostava que as pessoas o olhassem com certa reverência e , por isso, acreditava ter disfarçado bem o fato der ser apenas metade do que deveria quando não era apenas um meio Homem. Mal sabia ele que não enganava ninguém.
Ninguém nunca acreditava quando o Homem dizia não precisar de ninguém, ou quando o Homem dizia ser solitário por natureza,apenas para disfarçar o fato de que ele nunca conseguiu se situar bem com sua outra metade , a que lhe faltava agora. A verdade é que o Homem era triste, apenas não admitia isso para sí mesmo ou para outras pessoas , gostava que as outras pessoas o olhassem com certa reverência.
O Homem saiu do trabalho e foi com alguns amigos completos para algum lugar mais satisfatório. Um lugar cheio de pessoas completas com assuntos completos , algumas mais completas que outras mas nenhuma metade aparente.
O Homem se sentou em um banquinho, completamente cansado de ser uma metade, tomou um trago e olhou para os outros completos. O Homem os invejava, da mesma forma que havia invejado todos os completos do trabalho ou no ônibus, era apenas orgulhoso demais para admitir e então disfarçava sua inveja com um ar de superioridade, da mesma forma que fez o dia todo.
O Homem saiu daquele lugar cheio de pessoa comnpletas e plenas e então ele a viu. Alí na rua , esperando pelo ônibus, sua outra metade.Nunca havia reparado na beleza da outra metade, ou como ele desejava ter uma outra metade. O Homem se aproximou da outra metade...
A partir daquele dia o Homem nunca mais foi apenas uma metade.
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Dessa vez foi uma história com final feliz (expecialmente dedicado ao nosso público feminino, feliz Dia Internacional da Mulher atrasado).
Meio bizarrinha mas eu tentei fazer algo mais metafórico dessa vez, digam o que vocês acharam , comentem!
Só pra lembrar , segunda o #-2 posta, quarta nosso chefinho #0 e sexta-feira sou eu, X , quem posto.
Acho que por hoje é só isso.
Beijos e flores para as meninas , abraço pros caras
Até mais!
[ouvindo: Hallelujah - Jeff Buckley ; tenho a ligeira impressão de que essa música afetou o final da historinha. Quem vê "The O.C." já cansou de ouvir essa música, é bem calminha e tem uma letra linda]
5 comentários:
Hun. Gostei do uso da maiúscula alegórica.
Nada a mais a declarar. Bem ao seu estilo de ser, acredito, X-kun.
Início lembrou a metamoforse, do Kafka (o conto todo né) mas parece que os três que escrevem no blog andam com preguiça, os textos (o #0 nem texto novo pôs, cara de pau :P) parecem que começam num "gás" e terminam abruptamente.
Mas o texto em si é bom :)
(olha quem "fala", morrendo de preguiça de comentar... geração preguiça...)
Opa que li e não vi os erros :
-Metamorfose... e parece... que horror hehehe
Realmente parece que todo nós buscamos a nossa metade de alguma forma e de algum jeito, mas podemos encontrá-la não somente em outro ser vivo como também em outras coisas não vivas como a música.
E claro, existem aqueles que definitivamente NÃO precisam de nada, seja por serem completos desde o início ou então por PREFERIREM ficar pela metade.
ESSAS pessoas que me assustam.
Keep da good work
Eu sou vários, mas geralmente estão quase todos ausentes... fica só um, desmembrado, que nem consegue se mover. Chato, mas ainda dá pra ver TV.
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